Resolvi dar uma passada por aqui após um longo período de hibernação. Enquanto minha mente hibernava, aproveitei pra dar fim à faculdade e, agora que tenho quase que em mãos meu canudo de alforria, quem sabe voltar a escrever. Gostaria de ter continuado. Talvez hoje estivesse escrevendo o texto 29 ao invés do 09. É uma pena, mas não tive o mínimo saco. Ainda leio de vez em quando os textos 07 e 08 e fico feliz por um dia tê-los escrito. Um dia. Um dia que já passou. Meu foco é o agora. E o agora é recomeçar. Essas 3 últimas frases de motivação devem ser obra do tal do Espírito Natalino... Jingle Bells...Ainda me faltam palavras, mas vou tentar.Antes de começar, quero dividir com as pessoas algumas das informações natalinas que andei lendo na caixa de Sucrilhos. Na verdade o Natal não é Natal. O Papai Noel não se chama Noel e ninguém faz aniversário nesse dia. Diz a lenda que os romanos usavam essa data para comemorar o Solstício de inverno, ou seja, a noite mais longa do ano. O nome do Papai Noel na verdade era Nicolau, um bispo que dava dinheiro para os pobres em algum lugar do que chamamos hoje Turquia. Nem a árvore é de Natal. O costume deriva de uma festa pagã nórdica. Super Interessante® , não?
E o Espírito Natalino? Naquela época não passava de algo parecido com o que chamamos de Carnaval hoje, com exceção da ceia e da troca de presentes que já rolava. Muitos contemporâneos adorariam curtir um Natal Old-school. Trocar presentes com a família, encher a pança e sair para a farra, com bebedeiras e orgias por uma semana. Só faltou um samba-enredo em latim.
E hoje o que seria o Espírito Natalino? Depende do ponto referencial.
Para o sociólogo seria um momento em que as pessoas se confraternizam e se unem para fortalecer instituições pilares da sociedade como família, igreja, estado. Também um momento de auto-reflexão de atitudes e valores.
Para a Xuxa seria mais uma oportunidade de passar um sermão nos baixinhos.
Para os empresários, o momento de faturar em cima do aquecimento econômico e da febre consumista que nos envolve de uma maneira difícil de escapar. Ou você ousaria deixar de comprar uma lembrancinha para os seus familiares, participar de um amigo secreto ou dar caixinha para o coletor de lixo? Ninguém quer ter fama de pão-duro...
Para os legisladores, o Espírito de Natal é a grande chance de aumentar o próprio salário em 90% sem contar com a revolta da população. Afinal, nessa época do ano as pessoas estão cheias de bondade no coração.
Para as redes de televisão é o único momento em que o telespectador tem paciência(e falta de opções) para assistir retrospectivas, reprises, melhores momentos, especiais, roberto carlos, ivete sangalo, zezé de camargo, etc..
Para a massa carcerária, é o momento de rever os familiares, fazer sexo fora da cadeia e, para parte desses, colocar em prática um pouco de seu nato talento retórico e persuasivo.
Para uns o Espírito Natalino é o momento de ficar duro, para outros é o momento de $faturar$ um pouco mais. Para uns, é o momento de se ver livre das aulas, para outros, hora de começar a pensar na lista de material. Para uns, sonhar com dias melhores. Para outros, não sonhar.
E para você?


